ALGAS

LENDA DAS ALGAS

Celeste Rodrigues, fadista

Callophyllis laciniata (Foto Javier Rodríguez)

LENDA DAS ALGAS

Letra: Laiert dos Santos Brito Neves
Música: Jaime Mendes

O mar espreguiçando-se na areia
Trouxe no seu espreguiçar
Algas envoltas em espuma
E quando à noite veio a maré cheia
Voltaram todas ao mar
Mas na praia ficou uma

Conta a lenda que essa alga pequenina
Que o destino ali deixou
Tomou forma e tomou vida
E quando um pescador por ali passou
Encontrou uma menina
Sobre a areia adormecida

E quem passar pela cabana do pescador
Há-de sentir um não sei quê de nostalgia
E aos seus ouvidos há-de chegar um rumor
Que tem do mar a estranha melancolia

E nessas notas doloridas e plangentes
Talvez não saiba quem é que está a escutar
Talvez um búzio a soluçar notas dolentes
Ou talvez seja eu sozinha a soluçar

O mar acompanhou-me desde então
Em noites de lua cheia
Em que é mais belo o luar
A saudade assalta o meu coração
E vou sentar-me na areia
A conversar com o mar

Em noites tormentosas é medonho
O rugir das suas vagas
Que à praia vêm findar
A sua voz parece cheia de prata
Mas o mar volta ao seu sonho
Se eu venho à praia cantar

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Acerca de Maite Jiménez

Profesora de Latín y Griego de Secundaria. Traductora. Me gusta viajar. Adoro la música.
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Una respuesta a ALGAS

  1. Manuel dijo:

    espreguiçar

    Qué bello este verbo en ese poema musicado.

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